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Por regra, o filho de nacional português nascido no estrangeiro quando um dos progenitores aí se encontre ao serviço do Estado Português é português.
Esta regra é comum ao atual ordenamento juridico, ao regime do Código Civil de 1867 e ao regime da Lei nº 2098, de 1959.
Estamos perante um quadro de nacionalidade originária ope legis.
O filho de um embaixador de Portugal na Etiópia que tenha nascido nesse pais em 1925 é português. 

Os seus descendentes podem pedicionar o reconhecimento da nacionalidade.
É nessa mesma lógica que os filhos de nacionais portugueses que tenham nascido no estrangeiro quando um dos progenitores ali se encontrava ao serviço do Estado podem peticionar o reconhecimento da nacionalidade portuguesa originária, na hipótese de não ter sido feito o respetivo registo.
E tal pedido pode ser feito tanto na menor idade como na maior idade e durante a vida ou depois da morte.
O filho de um soldado português nascido em França na II Guerra Mundial é português. Como o é o filho de um soldado português nascido no Afeganistão, quando o pai ali prestava serviço militar.
As únicas condições para a atribuição da nacionalidade portuguesa com fundamento no disposto no artº 1º, 1, al. b) da Lei da Nacionalidade é que  tenham nascido no estrangeiro e "se o progenitor português aí se encontrar ao serviço do Estado Português".
O nascimento pode ter ocorrido depois da prestação do serviço, bastando-se a lei com o facto de o filho ter sido gerado quando o progenitor (homem ou mulher) se encontrar ao serviço do Estado Português.

Formulários

Filhos maiores

Filhos menores

Pode ser pedido o reconhecimento da nacionalidade aos maiores, filhos de nacional português, já falecidos.


Documentos necessários

- Certidão da nascimento do registando
- Certidão de nascimento dos progenitores
- Prova de que um dos progenitores estava a serviço do Estado português

Para o processamento do pedido através da nossa sociedade devem outorgar-nos procuração conferindo poderes ao mandatário para em representação do mandante proceder à inscrição do registo civil e proceder a declaração para atribuição da nacionalidade. Contém também poderes para a regularização de actos de registo, nomeadamente de ascendentes e descendentes. 



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